quarta-feira, 4 de março de 2015

CrossFit e o risco de lesão: o que é verdade e o que não é nesse tipo de treinamento?



Praticada nos Estados Unidos desde 1980, mas relativamente nova no Brasil, a modalidade ganha cada vez mais adeptos e as clínicas de reabilitação, mais pacientes. Fora do âmbito da especulação ou mera observação, não existem estudos consolidados na literatura científica que comparam, por exemplo, os riscos da prática do CrossFit com a musculação. Um dos poucos que já foram publicados mostra que entre 132 adeptos do esporte, 73,5% sofreram algum tipo de lesão. Desses, sete precisaram de algum tipo de cirurgia.

O Professor do Departamento de Esportes da Faculdade de Educação Física da UFMG, Rafael Almeida cita outro dado que sugere um risco potencialmente maior dessa atividade física: “Quando implantado como forma de treinamento complementar em ambiente militar, o CrossFit demonstrou potencializar em aproximadamente 12% a incidência de lesões nos sujeitos. Esses resultados nos mostram que a prática em si é um fator que requer atenção de praticantes e treinadores”.

O Profissional de Educação Física esclarece que o CrossFit é um programa de treinamento com movimentos funcionais, constantemente variados e realizados em alta intensidade. “Possivelmente, o alto índice de lesões associadas à modalidade pela população em geral seja devido às altas cargas de treinamento a que os sujeitos se expõem. Muito provavelmente em função dos altos níveis de motivação observados em decorrência da prática em grupo”, avalia. 

Fonte: Confef

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