quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Música dá mais ânimo e melhora a performance na malhação

Quem se exercita ouvindo música sabe. É só apertar o off do aparelho que tudo parece diferente, as pernas começam a pesar, os músculos não respondem, o ritmo diminui, e a energia se esvai. A relação da música com o exercício é evidente e tem sido tema de várias pesquisas que estudam os benefícios que ela pode trazer para a atividade física. 

O grupo do inglês Costas Karageorghis, da Universidade de Brunel, estuda o assunto há 20 anos. Ele e sua equipe descobriram que o treinamento com música reduz a percepção de esforço e pode enganar a mente para você se sentir menos cansado e com pensamentos positivos durante o treino. Em testes realizados com exercícios na esteira, em uma intensidade de até 75% da frequência cardíaca, a sensação de esforço diminuiu 10%. 

Em 2009, analisando a relação entre os batimentos do coração e os da música, os pesquisadores descobriram que o ritmo ideal para acelerar é entre 120 e 150bpm (batidas por minuto). Ritmos de 80 a 110 bpm (como "Let it Be", dos Beatles, de 80bpm) são improdutivos, porque o cérebro não harmonizaria a velocidade do movimento e a batida lenta da música.

A performance do treinamento pode ser impulsionada pelas baladas preferidas. Igualar o ritmo da música com o ritmo do exercício também pode regular a circulação e otimizar a demanda de oxigênio. O $é procurar músicas com ritmos semelhantes ao que pretende executar, para sincronizar os movimentos. O mais importante, porém, é ela que seja inspiradora. 

O professor Alex Griebeler (CREF 009540-G/RJ), da rede Proforma, diz que o estímulo musical adequado faz com que você se exercite com mais satisfação e intensidade. Contudo, afirma, os resultados variam com o ânimo e as preferências pessoais. A corredora Aline Haeckel, que participará da maratona de Berlim no próximo domingo, levará o mp3 com músicas que usou para treinar. Embora pretenda desligar o aparelho em alguns momentos para sentir o público, reservou as músicas para os momentos mais monótonos da prova. "A música dá o ritmo e o ânimo", diz. A música também dá o ritmo ao gestor ambiental Fabio Gondin, que treina na Lagoa três vezes por semana. "Para dias que estou acelerado, uso música pesada, mas para treinos tranquilos, ouço baladas, como as de Tim Maia". 

E as canções são as mais variadas. Há pessoas que se exercitam ouvindo rock, outras com dance music, MPB, axé e samba. Tem corredor que toca a mesma música várias vezes. Há até quem tenha vergonha de contar o que tem na playlist. Não importa a trilha sonora, a música é uma companhia perfeita. 

Fonte: O Globo

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