terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Artigo - Pliometria

Em qualquer modalidade esportiva a preparação física se torna essencial para o bom desempenho de um atleta, para a obtenção de resultados satisfatórios nas competições e para obtenção de performance.
As modelos, planilhas e técnicas utilizadas para o aperfeiçoamento e a elevação do desempenho físico vem se tornando cada vez mais aprimoradas, a necessidade de superar limites e quebrar recordes vem sendo cada vez mais desafiante tanto para os atletas quanto para os preparadores físicos. Por isso, o sistema de treinamento, tais como a escolha do modelo de periodização adequado e bem organizado, respeitando os princípios científicos, o tempo de restauração muscular e o tempo de recuperação energética devem ser cada vez mais específicos ao esporte praticado.
O método pliométrico é necessário para todas modalidades cujo as exigências físicas força, velocidade e potência sejam requisitadas durante a competição, como exemplo, atletas de salto em altura, velocistas, basquetebolistas, lutadores etc.
Este método consiste em desenvolver, aumentar e/ou reforçar a reação explosiva do atleta, sendo esse desenvolvimento ocorrido devido a um ciclo, denominado ciclo de estiramento-encurtamento (CEE).

O trabalho excêntrico-concêntrico ou trabalho da força dinâmica negativa, é explicado através da realização de um trabalho concêntrico do músculo imediatamente após a realização de um trabalho excêntrico do mesmo músculo.
Após uma contração excêntrica seguida de uma contração concêntrica imediata, há um armazenamento de energia elástica que potencializa a força empregada pelo atleta, em outras palavras, após o alongamento das fibras musculares ocorre participação do reflexo miotático que juntos aumentam o poder da contração concêntrica.
O treinamento pliometrico possui algumas peculiaridades, antes de ser iniciado deve-se atentar para: a) os níveis de força do atleta, b) sua experiência com técnica que será empregada nos movimentos (evitando o risco de lesões), c) o aquecimento deve ser feito de forma correta e não pode ser negligenciado, d) os exercícios devem evoluir dos mais simples para os mais complexos.
Superfícies firmes e indumentarias, como por exemplo, medicine ball, devem ser utilizados em uma sessão de treinamento pliometrico, principalmente quando a ênfase foca membros superiores, além da observação e controle do volume e intensidade dos exercícios administrados. Finalizando, em geral, deve-se respeitar, de acordo com o nível de cada atleta, um intervalo entre 48 e 72 horas entre as sessões de treinamento pliometrico, devido a grande exigência desse método de treinamento ao sistema nervoso central.
BOMPA, T. O. Treinamento de potência para o esporte. São Paulo: Phorte, 2004.
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ZATSIORSKY, V. M. Ciência e prática do treinamento de força. São Paulo: Phorte, 1999.
WEINECK, J. Treinamento ideal: instruções técnicas sobre o desempenho fisiológico, incluindo considerações específicas de treinamento infantil e juvenil. 9. ed. São Paulo:
Manole, 2003.

Fonte: Prof. Mst. Orlando Folhes, via Portal da Atividade Física
Temos como intuito postar notícias relevantes que foram divulgadas pela mídia e são de interesse do curso abordado neste blog. E por isso esta matéria foi retirada na íntegra da fonte acima citada, portanto, pertencem a ela todos os créditos autorais.

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